Leandro Fagundes Sarno, Advogado

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Comentário · há 3 anos
A intolerância religiosa, além de violar a própria Constituição, demonstra o desconhecimento da regra mais simples de toda a existência humana: NASCEMOS E MORREMOS IGUALMENTE.
Não há nenhuma religião que promova uma vida livre de doenças, de impostos a pagar (existe até uma que esfrega o Laudêmio na cara dos cidadãos, ainda que de outras religiões), de filas nos hospitais, de políticos corruptos (alguns inclusive religiosos), de pedágios, de ruas esburacadas, de falta de saneamento básico etc...
Jaime Balmes afirmou que "todos nascemos chorando, todos morremos suspirando; a natureza não faz distinção entre pobres e ricos, plebeus e nobres". Ora, se assim o é, não há nenhum ser humano que por seguir uma religião seja melhor que os outros, pois já disse um Rabino de Nazaré: Aquele que quiser tornar-se grande, seja esse que vos sirva.
Mas também não posso deixar de manifestar minha preocupação com o fato de que, diante de tantas atrocidades na sociedade brasileira como falta de hospitais, de educação com qualidade, de infraestrutura nos bairros mais carentes, falta de empregos dentre outras mazelas, os municípios e demais entes da federação ainda teimem em financiar eventos religiosos, violando frontalmente a laicidade estatal.
Não é raro ver, especialmente em pequenas cidades do Brasil, as prefeituras gastando milhões na contratação de artistas, som, palco, decoração etc... fazendo festas que acontecem paralelamente às festas religiosas dos "padroeiros" de seus municípios.
Sem contar que chega a ser desigual o tratamento dado pelas prefeituras aos seguidores das diversas religiões. Por exemplo: Gasta-se muito mais com eventos de padroeiros e marchas evangélicas do que com eventos de outras religiões, que muitas vezes não recebem sequer a água que consumirão em suas jornadas ou celebrações.
Patrocinar, com dinheiro público, eventos religiosos de padroeiros, marchas evangélicas ou qualquer outro, é uma falta de respeito com a sociedade brasileira, que respira os ares da diversidade religiosa e até da falta de religião.
Viva todas as religiões e seus seguidores, viva a falta da religião dos que não creem nela. Que as religiões vivam perto do coração das pessoas e longe, completamente longe dos cofres públicos.

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